A Segurança Química é um conceito global, referente à proteção das pessoas e do meio ambiente, em todo o ciclo de vida dos produtos químicos: concepção, projeto, desenvolvimento, produção, transporte, armazenamento, utilização e descarte de resíduos. Na atualidade, é objeto de acordos, convenções e compromissos internacionais, originados da evolução nas discussões em nível internacional sobre as questões relacionadas à sustentabilidade. Um dos principais marcos dessa evolução resultou da Rio 92, com o advento da Agenda 21 e seu capítulo 19, que trata, especificamente, da Segurança Química.

A geração de conhecimentos e a evolução da avaliação e do controle dos riscos relacionados aos produtos químicas, no que se refere à prevenção de acidentes, doenças e poluição ambiental, relacionados aos produtos químicos demandam esforços dos órgãos públicos, empresas, organizações não governamentais e outros segmentos da sociedade organizada. Dentre as formas de se alcançar os objetivos da implementação da Segurança Química, destacam-se a educação, treinamento, e promoção de debates nos diversos níveis, da formação básica no ensino fundamental, ensino médio, formação profissional, universitária, pós-graduação, seminários de atualização técnica, articulações interinstitucionais, e ampliação da rede de profissionais e instituições.

No Brasil, as ações governamentais, da sociedade civil e da indústria vêm sendo desenvolvidas e articuladas pela Comissão Nacional de Segurança Química – CONASQ que, em 03.12.2013, aprovou um Termo de Referência de Educação em Segurança Química, de abrangência nacional, e estabeleceu um Grupo de Trabalho para implementá-lo.

Objetivos:
– Divulgar a evolução da Segurança Química no cenário internacional, incluindo os resultados da International Conference on Chemicals Management, ICCM4, realizada em Genebra, de 28/09 a 02/10/2015 e enfatizando a importância do desenvolvimento de ações preventivas e corretivas no Brasil.
– Apresentar as expectativas e contribuições dos diversos setores envolvidos, promover o debate e colher subsídios para o fortalecimento da educação corporativa na área de Segurança Química.
– Dar continuidade às diversas iniciativas e articulações interinstitucionais efetivadas.
– Ampliar a Rede Brasileira de Educação em Segurança Química, constituída por profissionais e instituições comprometidos com o tema,
ANP/UFRJ/MCTI